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domingo, 21 de dezembro de 2008


Gosto de ficar a falar contigo na cozinha, dos jantares no sushi e do rosé, das conversas de gajas, dos cigarros roubados, de comprar gomas e marshmallows (com ou sem cinza), de nos rirmos como tolinhas, de regressar a casa a tremer de frio (e ainda assim PREparadas para sair outra vez :)

E ainda achas que me vou embora para sempre?
Que disparate!!

sábado, 13 de dezembro de 2008

Será que é muito...

... ir à Disney duas vezes, em três meses?

[é que eu acho que não :)]

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Encontrei esta foto...


... e deu-me mesmo vontade de irmos beber juntas um chocolate quente e ver as montras depois do trabalho :)

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Tenho um dente do siso a nascer (sim, é verdade, ainda estou a passar por esta fase :)).

E por esse motivo ontem estava bastante KO e acabei por me ver obrigada a ir mais cedo para casa, a fazer um chazinho e a ficar na sostrice a ver um DVD emprestado por uma amiga aqui do lab. Bem, assim lamechas e muito romantico, mesmo bom um dia assim - na verdade, um dia depois ainda me sinto um pouco pink :)

A parte boa é que tive direito a um bolinho para o lanche, e fizeram-me um jantar bom e tudo e tudo e tudo. Não é por acaso que nunca mais escrevi nada sobre os meus sentimentos agridoces sobre o meu regresso. A verdade é que, deliberada e conscientemente, não quero mesmo pensar nisso porque acho que de certa forma isso me pode impedir aproveitar estes tempos da melhor maneira, e isso é a ultima coisa que eu quero.

Mas ontem, bem... foi inevitavel. Uma amiga palestiniana dizia outro dia que existe um ditado arabe que diz que "when we live together with someone for 40 days, we belong together". Eu não diria tanto va :), mas a verdade é que compartilhar assim o dia-a-dia, todos os dias, longe dos nossos, cria sem duvida laços muito interessantes, e sem querer acabamos por adoptar as pessoas de uma maneira tao subtil como verdadeira. E nestes dias assim, em que uma pessoa precisa de paz e mimo e pensa que tudo isso parece estar tao longe, é tão bom ter aqui alguém que tome conta de nos.

[E preciso de me por boa porque em breve as meninas estão ca]

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Flan Pâtissier

[não sei se é o flan como sobremesa... ou a companhia agradável com a qual se pode falar português ao almoço... ou o frio seco de um dia de inverno no jardim do luxemburgo... - mas aqui está mais uma coisa de que eu gosto (ou várias)]

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

E finalmente... fim de semana!

Ontem a noite começou com um concerto de música contemporânea do nosso vizinho Pedro, que toca saxofone, no Selmer Paris. Foi um concerto bastante original, não apenas pelo estilo de música, que confesso que não estou muito habituada a ouvir, mas também porque estava muito bem organizado, com pormenores interessantes - declamação de poemas entre as músicas (sem esquecer o nosso Fernando Pessoa), e um souvenir que consistia numa mensagem dentro de uma garrafa, no contexto do tema do concerto, As ondas segundo poetas.

Ao concerto seguiu-se um jantar num italiano lá pertinho, com os músicos e todos nós que, como bons vizinhos, decidimos comparecer :). Eu aproveitei e levei o Lisboa e a Susana, que estavam cá de visita, a um sítio menos turístico e que reflecte bem mais a minha experiência aqui em Paris :). E ainda terminamos a noite com uma visita às iluminações de Natal dos Champs Elysées, sem esquecer o inevitável choc chaud para recuperar depois - o frio ultimamente não perdoa mesmo aqui!


Foi um fim de semana em que sem dúvida a casa ficou mais pertinho, com as visitas cá! Sabe tão bem, nem que seja só por um bocadinho, podermos falar das nossas pessoas, e das nossas pequenas coisas. Espero que tenhamo gostado e só tenho pena de alguns falhanços como anfitriã - como perder-me na conversa, encantada pelo Porto, e esquecer-me de sair no metro... e ter que vos abandonar antes de chegar a Notre-Dame, qual cinderela atrás do RER :)

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Musée du Louvre

Dispensa apresentações... é o museu mais visitado do mundo.
É um lugar onde se encontram as suas raízes originais de fortaleza destinada a proteger Paris dos vikings, ampliada por quatro séculos de reis e imperadores que recuperaram, reformaram e ampliaram a estrutura original, e as desconcertantes pirâmides de I.M. Pei.
E, estranhamente, faz sentido.

O Louvre é grátis às sextas-feiras à noite entre as 18 e as 22h, para jovens <25 anos :) E em vez de fazer uma mega-maratona, decidimos vê-lo aos bocadinhos, uma ala de vez em quando, para ser menos exaustivo e durar mais tempo.
Começamos pela pintura italiana, sem esquecer a incontornável gioconda (não tão pequenina como esperada, mas também não espectacularmente impressionante, um bocadinho fatigada de um marketing que acho que lhe tira um pouco do encanto).

Mas encanto é isto. Lindíssima. Uma sensação parecida com a de ver a pièta - esta escultura é daquelas que não cansam de olhar, delicadíssima, inspirante.

Psychè resgatada de um sono mortal pelo beijo de Cupido. Metáforas?

Antonio Canova, Cupido e Psychè (1793)

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Galleries Lafayette & Haussmann @Noël

Hoje, depois do trabalho, eu e a Joanita munimo-nos de um capuccino e um muffin para enfrentar o frio (merci Starbucks!) e decidimos fazer um programa de raparigas - ver as montras e decorações de Natal das Galleries Lafayette e Haussmann. (Sim, normalmente nestes sítios é mesmo só para ver, porque as coisas são giras mas a preços impeditivos para o nosso orçamento :p)

E uma coisa que achei curiosa (e que nunca tinha visto) foi que, para além das fachadas dos edifícios, fazem pequenas cenas animadas com marionettes nas montras, o que mobiliza a miudagem toda em magote :)

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Musée de l' Orangerie

Este é um segredo bem guardado...
Mesmo no cantinho entre o jardin des Tulleries e o Sena, e confesso que se não fosse a companhia nunca o descobriria :)

Tem uma história engraçada, porque começou por duas grandes salas ovais, feitas especificamente com o propósito de expor ao público a série de quadros de nenúfares que Monet doou ao estado francês. O pintor chegou mesmo a dar as especificações exactas das medidas das salas que pretendia para os seus quadros, mas infelizmente morreu poucos meses antes do museu ter aberto as portas ao público, em 1927.

O resultado final é este:


domingo, 9 de novembro de 2008

Soirée @Ave Maria


Este é um dos meus restaurantes preferido em Paris (Ave Maria, 1, Rue Jacquard, 75011 Paris). É um sítio que, logo à entrada, surpreende pela decoração kitsh com influências de várias culturas: desde móveis antigos, a imagens de Shiva, Buda e da Virgem Maria, velhos discos, sombrinhas chinesas. E janta-se debaixo de decorações de papel que formam uma verdadeira selva a partir das paredes.

A comida é sul-americana, e deliciosa. E cada prato tem um nome imaginativo - Voyage a Madras, Hakuna Matata, Woman on Top, Hakuna Matata, Le térrifian destin d'Amélie Poulet. E as sobremesas também. E a bebida da casa - que não sabemos bem o que tem, mas inclui maracujá e e se chama "bora-bora" - taaammmbémmmm ;)

(a minha Woman on Top :D)


Espera-se para entrar (não a reservas nem coisas desse tipo, é bem pequenino). Não tem multibanco. Mas vale bem a pena... e fica mesmo pertinho da discoteca da moda de cá ;)

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Beignets {coisas que eu gosto}

Que são parecidos com as nossas bolas-de-Berlim, mas mais fofos e com um discreto sabor a baunilha, e à primeira trinca provocam uma agradável explosão de doce de framboesa.


{e vou levar-te uma caixa para te dar as boas-vindas a Paris}

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Marché aux fleurs

Este é um dos meus sitios preferidos de Paris.
Bem pertinho de Notre-Dame, a convidar a um passeio depois do trabalho.

Esta aberto todos os dias, ate as 19h30, e aqui vende-se todo o tipo de flores, ramos e vasos - e, aos domingos, pássaros também. A verdade é que ja não sei quantas vezes fui la, desde que cheguei, embora a minha única aquisiçao tenha sido um saquinho de túlipas vermelhas para a minha avó plantar na nossa floreira, a preparar Janeiro :)

E um sítio cheio de cores e cheiros, escondido em plena Île-de-France, relaxado e relaxante, cheio de romance. Mais do que um mercado, é um lugar agradável para passear nestes finais de tarde, em que o frio cortante espreita pelo que sobra entre o gorro e o cachecol...


quarta-feira, 15 de outubro de 2008

On y mange?


Isto para mim, é das coisas mais encantadoras de viver numa residência de estudantes.
No início, eu achava que ter a "minha" cozinha era importantíssimo para mim. Quando saía do quarto com todas as minhas tralhas (a.k.a. cozinha portátil, que inclui pratos, talheres, copo e os ingredientes pouco elaborados com que faço as minhas refeições), nunca sabia bem o que me esperava, porque sentia que todos os dias conhecia pessoas diferentes, com as quais muitas vezes tinha conversas interessantíssimas mas nem sequer me lembrava do nome. E isso dava-me uma sensação de que coisas boas, aqui, me aconteciam tão rapidamente como me escorriam por entre os dedos.

Agora, os rostos são mais familiares, criam-se pequenas histórias e laços. Normalmente os nossos jantares começam as 8 e terminam as 11, a hora em que somos (mais ou menos) gentilmente expulsos da cozinha. Cozinhamos todos ao molhe, fazemos comida às prestações, partilhamos os tachos e, com sorte, alguém faz comida para três ou quatro. Entre diálogos em francês, inglês, português, árabe e italiano, ri-se, inventam-se palavras, faz-se mímica, discute-se arte, política, música, ciência - e muitas pequenas coisas sem importância, que fazem com que a casa pareça mais perto.

O jantar é o menos importante do jantar - ele acaba e nós ficamos, na conversa bem depois de termos terminado, à espera que neste bocadinho de vida caiba tudo o que nos ficou em tantos lugares dispersos do planeta. E, de alguma forma, as coisas aparecem - tímidas, discretas, quase sem que nos apercebamos. E de repente estão lá. É incrível como em pouco tempo as pessoas precisamos de uma rede, de pessoas que possamos chamar nossas - é uma questão quase física, quase gravítica.

Sim, o jantar é o menos importante do jantar - é apenas um delicioso pretexto para trocar ideias e criar laços, rir e esquecer, lembrar que o tempo passa tão rápido e que os pequenos momentos, os mais genuínos e simples, são sempre aqueles que levamos no baú das recordações.
Aqueles que, na altura, são apenas isso, momentos espontâneos e felizes, onde subitamente tudo parece no seu lugar.

sábado, 11 de outubro de 2008

Revoltei-me...

... por ter um horário e um trabalho, e não poder gastar todo o meu tempo a passear por cada recanto de Paris. Acordei mais cedo, comprei um cappucino e um coissant e fui tomar o meu pequeno almoço para o Jardin du Luxembourg.

Sinto-me um bocadinho francesa, e quase percebo porque os franceses não gostam muito dos turistas. E não é bem dos turistas em si, é do que eles fazem à cidade, do que eles lhe tiram ou acrescentam.

Se esta cidade fosse minha também a quereria só para mim. Num desejo egoísta e mimado - não estraguem este momento, é só meu -, sem gente e sem ruído, só com o silêncio do amanhecer fresco e cálido, a luz horizontal e breve, a paz das coisas belas.
Esta manhã, eu quis Paris só para mim.