segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Musée de l' Orangerie

Este é um segredo bem guardado...
Mesmo no cantinho entre o jardin des Tulleries e o Sena, e confesso que se não fosse a companhia nunca o descobriria :)

Tem uma história engraçada, porque começou por duas grandes salas ovais, feitas especificamente com o propósito de expor ao público a série de quadros de nenúfares que Monet doou ao estado francês. O pintor chegou mesmo a dar as especificações exactas das medidas das salas que pretendia para os seus quadros, mas infelizmente morreu poucos meses antes do museu ter aberto as portas ao público, em 1927.

O resultado final é este:


domingo, 9 de novembro de 2008

Soirée @Ave Maria


Este é um dos meus restaurantes preferido em Paris (Ave Maria, 1, Rue Jacquard, 75011 Paris). É um sítio que, logo à entrada, surpreende pela decoração kitsh com influências de várias culturas: desde móveis antigos, a imagens de Shiva, Buda e da Virgem Maria, velhos discos, sombrinhas chinesas. E janta-se debaixo de decorações de papel que formam uma verdadeira selva a partir das paredes.

A comida é sul-americana, e deliciosa. E cada prato tem um nome imaginativo - Voyage a Madras, Hakuna Matata, Woman on Top, Hakuna Matata, Le térrifian destin d'Amélie Poulet. E as sobremesas também. E a bebida da casa - que não sabemos bem o que tem, mas inclui maracujá e e se chama "bora-bora" - taaammmbémmmm ;)

(a minha Woman on Top :D)


Espera-se para entrar (não a reservas nem coisas desse tipo, é bem pequenino). Não tem multibanco. Mas vale bem a pena... e fica mesmo pertinho da discoteca da moda de cá ;)

sábado, 8 de novembro de 2008

La vie en rose


Eu quero assim - la vie en rose.
Não quero cinzentos, não quero procurar depois, não quero aceitar pela metade, não quero pensar "um dia, se possível".
Queria procurar com fé, sem medo, sem crescer, com o coração aberto - como se não soubesse o que dói quando corre mal. Como se nunca tivesse corrido mal.

Sem ceder nem um milímetro de ilusão, gastando toda a esperança, desejando toda a cor, arriscando o fracasso e o sucesso.

Para ser capaz de acreditar em procurar sem medo, viver sem remorso, entregar sem reserva.
Ter as coisas por inteiro - como a sonata em si menor de Franz Liszt, o céu estrelado de Van Gogh, a entrega do voo do Peter Pan sobre a cidade, o eterno amor efémero dos adolescentes.

[há dias assim]

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Jantar português


Esta sexta-feira fizemos cá em casa um jantar português.
Embora tenha sido uma coisa feita assim em cima do joelho (decidida num dos nossos jantares, numa onda de "era giro, vamos por aqui um papel!"), foi um jantar bem agradável.


É engraçado como, longe de casa, se dá tanto valor a coisas tão banais para nós como bacalhau à brás, azeitonas pretas e chouriça assada, queijinho e vinho tinto portugueses. E no fundo isso é também o nosso código e a nossa cultura, uma maneira de nos sentirmos próximos de casa, dos nossos pequenos símbolos. E todo o processo de cozinhar para um batalhão de gente (e comer metade da comida nos entretantos :)), a ouvir e a dançar música tuga é também um bom pretexto para se criarem laços e histórias.

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Musée d'Orsay


Hoje aproveitei a visita (das visitas da Joana) para conhecer o Musée d' Orsay.
O edifício foi encomendado para ser o terminal de comboio do centro de Paris, e esteve em vias de ser demolido na década de 70, o que teria acontecido não fossem os vários protestos feitos na altura contra esse triste destino para um edifício tão encantador. E assim reabriu em 1986 como museu.

Em três pisos, distribuem-se várias peças de arte dos séculos XIX e XX - Degas, Renoir, Monet, Picasso, Manet, Rodin (e uma sala Klimt que, para muita pena minha, está em digressão pela Áustria).

É sempre emocionante ver um quadro que nos toca ali perto, ao alcance da mão.
E dá-me sempre vontade de o ver ao longe, três passos para trás - a imagem definida, conhecida, familiar - e depois mesmo pertinho da tela, a respirar o mesmo ar - a imagem ampliada que perde contexto e sentido, mas ganha os cambiantes da cor, os detalhes das pinceladas, as irregularidades da fibra e da textura.

Estes, trouxe comigo para casa. Para levar.

"Les coquelicots à Argenteuil", Claude Monet(1873)


"La meridiénne", Vincent Van Gogh (1890)

"Le bassin aux nymphéas, harmonie rose", Claude Monet (1900)

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Abusou!

Lembram-se daquela musica brasileira - "você abusou..."?
Aqui no laboratorio estamos sempre a ouvir musica, e a brasileira é sem duvida um dos estilos que mais sucesso faz.

E assim descobri que a versao original dessa musica é francesa, o que nos proporcionou agradaveis e hilariantes momentos hoje.


(E uma bela musica para cantar, dançar segundo a coreografia e, porque não, tocar até para os amigos - sim, é para ti, Tiago :)

Divirtam-se também, aqui, com o Michel Fugain e os seus oiseaux :).

domingo, 2 de novembro de 2008

Paris tem outro encanto...

(... quando se compartilham as boxes-almoço da cantina sob o sol, com o verde a perder de vista e os pardais sem medo a pedirem a nossa comida... )

(... quando se tem a companhia certa para subir os 387 degraus de Notre-Dame, para finalmente estender o olhar desde o Grande Arco de La Défense, passando pela colina de Montmartre e o Sacré-Coeur, e terminar sobre as luzes da noite que nasce no Quartier Latin... )

(e para compartilhar um chocolate quente para lutar contra o frio enquanto se espera pela subida :D)

(... quando se passeia sem destino definido, à espera que o imprevisto revele os segredos da cidade... )


(... quando se escuta As Quatro Estações de Vivaldi
sob os vitrais da Sainte-Chapelle... )

(... e quando se pode oferecer esta surpresa como presente -
- vê-la assim, ao cair da noite, a dançar na escuridão.)